História de vida

Arthur

 

O Arthur foi um filho desejado, esperado e quando soubemos da gravidez, foi uma festa! Uma verdadeira alegria!

No 5º mês da gestação passei um grande susto. Minha irmã mais chegada ficou paralítica. Com a notícia comecei a ter contrações. Meu esposo me levou para o pronto socorro e tive que ser medicada. Fiquei de repouso por algum tempo. O restante da gestação correu sem outros sustos mas a tristeza e a preocupação estavam por lá.

O Arthur nasceu como um presente para meu esposo e para mim. Nós três fazemos aniversário um dia depois do outro - dias 6, 7 e 8 de março!

Quando o Arthur tinha 6 meses falou a palavra "bonitinho" - fiquei um tanto intrigada mas deixei pra lá. Aos 9 meses, aprendeu a falar o próprio nome. Minha mãe resolveu tentar ensiná-lo e ele aprendeu! A gente podia perguntar o nome dele que ele falava. Na festa de 1 aninho sabia responder a idade e estava pronto para soprar a velinha. 

Ele aprendia coisas sozinho. Aprendeu números, cores, se comunicar usando Libras (Linguagem Brasileira de Sinais)... as pessoas perguntavam como ele tinha aprendido e eu não sabia responder. Eu pensava que as crianças aprendessem daquela forma. E assim foi até que a idade de 3 anos se aproximou.

O Arthur começou a mudar. 

Ele já frequentava a escola desde 1 aninho. Na época em que o matriculei ele ficou bravo comigo. Ficou sem olhar para mim, fazia cara feia quando o deixava pela manhã e quando ia buscá-lo no início da noite. Eu falava que o Arthur estava bravo comigo mas as pessoas não acreditavam. Ele ficou um mês sem olhar para mim.

Quando o Arthur estava próximo de completar 3 anos a diretora da escola passou a me chamar com frequência. Falava da mudança do Arthur, que o comportamento dele não era mais o mesmo, que ele não queria mais brincar, que talvez estivesse sendo muito mimado em casa, que ele precisava de um irmãozinho etc. 

O Arthur passou a ficar estático. Ele ficava de frente para uma parede na escola, parado por muito tempo, mais de meia hora, sem mexer, sem falar. Os coleguinhas começaram a chamá-lo de "louquinho". A escola interviu como pode mas as crianças notaram e estranharam muito a mudança dele. Tudo foi ficando bem difícil.

Ele próprio notou sua mudança. Passou a ficar preocupado, não era mais aquela criança alegre e parou de falar. Na mesma época o avô dele faleceu. Os dois eram muito ligados, o neto chamava o avô de "meu amigão". O Arthur se fechou ainda mais.

Nosso mundo estremeceu.

Eu sentia uma grande culpa. Achava que eu mesma tinha causado tudo aquilo por deixá-lo tantas horas na escola. Chegamos a pensar que o Arthur pudesse ter sofrido algum tipo de abuso dentro da escola. Sentimos muito medo. Meu esposo não falava muito mas participava como podia da maratona que ingressamos daquele momento em diante.

A descoberta... a difícil descoberta

Diante das drásticas mudanças de nosso filho passamos a buscar respostas, primeiro junto a uma psicóloga. 

Antes dos 4 anos o Arthur iniciou tratamento psicológico e de lá foi encaminhado pela primeira vez a um neurologista. Este solicitou exames de eletroencefalograma, ressonância magnética, angiorressonância, xfragil, bera... do neuro fomos encaminhados a um psiquiatra que, praticamente, nos expulsou do seu consultório. Ele perguntou, de forma nada agradável, o que estávamos fazendo lá. Um outro médico nos disse que devíamos ter mais pulso com nosso filho, que faltava disciplina.

E o Arthur se fechando cada vez mais. 

Enquanto buscávamos  respostas iniciamos o tratamento fonoaudiológico. Não podíamos crer que aquela criança tão esperta, que aprendia tudo praticamente sozinha, não pudesse se recuperar.

É muito importante ressaltar o apoio que recebemos de nossos familiares, principalmente das vovós do Arthur. O amor, a atenção, a disposição, a ajuda financeira, as orações - nada disso nos faltou. 

Em meio às correrias, aos resultados de exames que não traziam nenhuma resposta, mantínhamos a fé em Deus e sabíamos que Ele estava bem perto.

Após 1 ano de tratamento com fonoaudiologia o Arthur recuperou a fala. Depois de 2 anos fazendo inúmeros exames, passando por muitos médicos, recebemos o diagnóstico. Aos 5 anos o Arthur foi diagnosticado portador do Transtorno do Espectro Autista o TEA.

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